“Screening de câncer é rastrear tumores que ainda não tiveram manifestações evidentes, ou que tiveram manifestações subvalorizadas pelo paciente e pelo médico”, explica o dr. Abrão José Cury Jr, médico pela formado pela Escola Paulista de Medicina, com residência em Cardiologia no Instituto Dante Pazzanese e especialização em Cardiologia e Clínica Médica. É membro do American College of Physicians. Acumula as funções de supervisor de Clínica Médica do Hospital do Coração, em São Paulo, diretor médico da Clinicordis São Judas Tadeu, e médico assistente da Universidade Federal de São Paulo na área de Clínica Médica. Também é fundador e presidente da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Clínica Médica e publicou diversos trabalhos científicos como autor e co-autor, além de participar de congressos, como palestrante, moderador e presidente de comissões.
A vida moderna e o aumento da sobrevida das pessoas, impulsionado inclusive pela evolução tecnológica da Medicina, são fatores que contribuem para o crescimento das neoplasias. A Cardiologia é uma das especialidades médicas que mais evoluiu nos últimos tempos, contribuindo de forma importante para o aumento da expectativa e da qualidade de vida das pessoas, e consequentemente para o crescimento das chances de um indivíduo desenvolver câncer ao longo dos anos.
“Além disso, é importante observar que as doenças cardíacas e o câncer têm fatores de risco comuns, em sua maioria ligados aos hábitos de vida, como estresse, depressão e tabagismo”, destaca o médico.
Por exemplo: dietas inadequadas, pobres em fibras, aumentam as chances do aumento do colesterol, fator de risco para doenças cardíacas, e predispõem ao desenvolvimento de tumor intestinal. O estresse, hoje reconhecidamente importante fator de risco para cardiopatias, também é fator de risco para depressão que leva as neoplasias. O hábito de fumar está associado às doenças cardíacas e é a principal causa de vários tipos de câncer, como pulmão e vias urinárias.
A coincidência de vários fatores de risco no desenvolvimento dessas doenças deve ser lembrada no consultório do cardiologista. Na anamnese, especialmente quando o paciente tem vários desses fatores, o cardiologista deve ficar atento à predisposição genética para neoplasias.
O rastreamento da doença pode ser feito pelo cardiologista ou pelo clínico geral, e o tratamento é de responsabilidade dos oncologistas. Mas, na opinião do dr. Abrão Cury, é indispensável o acompanhamento do cardiologista até porque algumas drogas podem ter interação com os medicamentos usados no tratamento das doenças cardiovasculares. Além disso, eventualmente, o resultado da quimioterapia e da radioterapia pode concorrer para o surgimento de complicações cardiovasculares.
Normalmente, os pacientes frequentam mais o consultório do cardiologista do que do oncologista, que em geral está relacionado a uma experiência traumática. Diante disso, hoje, os cardiologistas precisam conhecer bem a Oncologia porque cada vez mais terão em seu consultório pacientes com neoplasias e a tendência é que a família e o paciente, mais do que se consultar, se aconselhem com o cardiologista. “Além de tratar as complicações cardiovasculares, o cardiologista terá que ‘gerenciar’ a situação”, prevê o dr. Abrão Cury.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Colesterol: o que é isso
O dr. Abrão José Cury Jr, diretor da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, explica o colesterol.
Qual a importância de manter os níveis de colesterol normais?
O colesterol elevado é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, como Acidente Vascular Cerebral e Infarto. Portanto, para evitar essas doenças, que são a primeira causa de morte no Brasil, deve-se controlar os fatores de risco, como o colesterol elevado.
Por que o colesterol aumenta?
Há dois fatores determinantes na elevação do colesterol. Um é a alteração metabólica em função do excesso na produção intrínseca de colesterol e relacionada, muitas vezes, a fatores genéticos. Outro é erro alimentar: ingestão frequente e excessiva de alimentos ricos em colesterol, como carnes vermelhas, leite integral e seus derivados, e frutas do mar.
O que é colesterol bom e ruim?
Para que o colesterol seja transportado pelo sangue é revestido por uma camada de proteínas que forma a lipoproteína. Uma é a de alta densidade, ou o HDL-colesterol, ou colesterol bom, como é popularmente conhecida, e a lipoproteína de baixa densidade, ou o LDL-colesterol, ou mau colesterol.
HDL-colesterol - colesterol bom - lipoproteína de alta densidade: ter níveis elevados de HDL-colesterol pode ajudar a minimizar os riscos de doença coronária. Por outro lado, os níveis baixos podem aumentar o risco de doença cardíaca.
LDL-Colesterol - colesterol mau - lipoproteína de baixa densidade: em excesso deposita-se nas artérias e pode estar na origem de doenças cardíacas. Quanto maior for o nível de LDL, maior é o risco de doença cardíaca. Assim, ao diminuir os níveis de LDL-colesterol, diminui o risco de ataque cardíaco.
Qual a importância do colesterol para o organismo?
O colesterol é uma substância semelhante à gordura, transportado pelo sangue para todas as células do organismo, que necessita de colesterol para o desenvolvimento das paredes celulares, bem como para o desempenho de outras funções importantes. O colesterol é produzido pelo próprio organismo e também é oriundo dos alimentos consumidos. No organismo, é produzido pelo fígado. É este órgão que produz a maioria do colesterol necessário ao organismo. Alguns alimentos fornecem quantidades adicionais, como carnes vermelhas, leite gordo, queijos amarelos, manteiga e ovos. Enquanto certas quantidades de colesterol no sangue são essenciais para a saúde, quantidades elevadas podem ser prejudiciais. Com o tempo, o colesterol em excesso pode se depositar nas paredes das artérias.
Quando o índice de colesterol passa a ser preocupante?
O nível desejado de colesterol total (soma do HDL com o LDL) é menor do que 200 miligramas por decilitro de sangue.
Quais os riscos para quem tem colesterol alto?
O principal risco é desenvolver doenças cardíacas e a evolução da doença depende de cada indivíduo, de sua qualidade de vida e da presença de outros fatores de risco.
Como se prevenir contra os altos índices de colesterol?
A prevenção está diretamente relacionada à adoção de hábitos saudáveis.
EVITE: alimentos com altos teores de gordura trans, como doces, sorvetes e biscoitos; vísceras de animais, como miolo e miúdos; leite integral e derivados, como queijo amarelo e creme de leite; frios, como presunto e salame; peles de aves; gema de ovo; frutos do mar, como lagosta e camarão; alimentos vegetais, como óleo de dendê e coco.
FAÇA: atividade física; não fumar; manter o peso ideal; manter dieta balanceada; usar gorduras insaturadas, como castanhas, abacate e azeite de oliva; comer alimentos risco em fibras, como pão integral, frutas, verduras e cereais; e consultar o médico periodicamente para acompanhar a saúde e, neste caso, o colesterol.
Como tratar o colesterol elevado?
Em alguns casos, com a adoção dos hábitos saudáveis já é possível reduzir e controlar o nível de colesterol. Porém, alguns pacientes ainda terão que fazer usos de medicamentos e, hoje, se dispõem de muitos remédios altamente eficientes. De qualquer forma, trata-se de um conjunto de ações: hábitos saudáveis de vida e medicamentos. O sucesso de um depende do outro
Por que é tão importante a prática de exercícios físicos nestes pacientes?
A prática de exercícios pode alterar a produção das enzimas que controlam os níveis de gordura no sangue. A LPL, a enzima que destrói os triglicerídeos e aumenta os níveis de colesterol-HDL, foi encontrada em quantidades elevadas entre os praticantes de exercícios aeróbicos. Além disso, a perda de gordura corporal aumentar a ação da LPL. A hepatolipase (HL) é a enzima que remove o bom colesterol, o HDL, e o destrói. Os exercícios de resistência tendem a diminuir a quantidade de HL, ajudando a aumentar o nível de HDL. Porém, por causa da hereditariedade, nem todos conseguem a mesma resposta. A atividade física pode diminuir o colesterol total, diminuir o ruim e aumentar o bom. No mínimo, deve-se fazer uma caminhada acelerada, não vale 'passo de shopping', 3 a 4 vezes por semana com 40 a 60 minutos de duração. Porém, antes de começar qualquer atividade física, a pessoa deve passar pela avaliação do médico para que o mesmo indique o exercício mais adequado a seu biotipo.
Qual a importância de manter os níveis de colesterol normais?
O colesterol elevado é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, como Acidente Vascular Cerebral e Infarto. Portanto, para evitar essas doenças, que são a primeira causa de morte no Brasil, deve-se controlar os fatores de risco, como o colesterol elevado.
Por que o colesterol aumenta?
Há dois fatores determinantes na elevação do colesterol. Um é a alteração metabólica em função do excesso na produção intrínseca de colesterol e relacionada, muitas vezes, a fatores genéticos. Outro é erro alimentar: ingestão frequente e excessiva de alimentos ricos em colesterol, como carnes vermelhas, leite integral e seus derivados, e frutas do mar.
O que é colesterol bom e ruim?
Para que o colesterol seja transportado pelo sangue é revestido por uma camada de proteínas que forma a lipoproteína. Uma é a de alta densidade, ou o HDL-colesterol, ou colesterol bom, como é popularmente conhecida, e a lipoproteína de baixa densidade, ou o LDL-colesterol, ou mau colesterol.
HDL-colesterol - colesterol bom - lipoproteína de alta densidade: ter níveis elevados de HDL-colesterol pode ajudar a minimizar os riscos de doença coronária. Por outro lado, os níveis baixos podem aumentar o risco de doença cardíaca.
LDL-Colesterol - colesterol mau - lipoproteína de baixa densidade: em excesso deposita-se nas artérias e pode estar na origem de doenças cardíacas. Quanto maior for o nível de LDL, maior é o risco de doença cardíaca. Assim, ao diminuir os níveis de LDL-colesterol, diminui o risco de ataque cardíaco.
Qual a importância do colesterol para o organismo?
O colesterol é uma substância semelhante à gordura, transportado pelo sangue para todas as células do organismo, que necessita de colesterol para o desenvolvimento das paredes celulares, bem como para o desempenho de outras funções importantes. O colesterol é produzido pelo próprio organismo e também é oriundo dos alimentos consumidos. No organismo, é produzido pelo fígado. É este órgão que produz a maioria do colesterol necessário ao organismo. Alguns alimentos fornecem quantidades adicionais, como carnes vermelhas, leite gordo, queijos amarelos, manteiga e ovos. Enquanto certas quantidades de colesterol no sangue são essenciais para a saúde, quantidades elevadas podem ser prejudiciais. Com o tempo, o colesterol em excesso pode se depositar nas paredes das artérias.
Quando o índice de colesterol passa a ser preocupante?
O nível desejado de colesterol total (soma do HDL com o LDL) é menor do que 200 miligramas por decilitro de sangue.
Quais os riscos para quem tem colesterol alto?
O principal risco é desenvolver doenças cardíacas e a evolução da doença depende de cada indivíduo, de sua qualidade de vida e da presença de outros fatores de risco.
Como se prevenir contra os altos índices de colesterol?
A prevenção está diretamente relacionada à adoção de hábitos saudáveis.
EVITE: alimentos com altos teores de gordura trans, como doces, sorvetes e biscoitos; vísceras de animais, como miolo e miúdos; leite integral e derivados, como queijo amarelo e creme de leite; frios, como presunto e salame; peles de aves; gema de ovo; frutos do mar, como lagosta e camarão; alimentos vegetais, como óleo de dendê e coco.
FAÇA: atividade física; não fumar; manter o peso ideal; manter dieta balanceada; usar gorduras insaturadas, como castanhas, abacate e azeite de oliva; comer alimentos risco em fibras, como pão integral, frutas, verduras e cereais; e consultar o médico periodicamente para acompanhar a saúde e, neste caso, o colesterol.
Como tratar o colesterol elevado?
Em alguns casos, com a adoção dos hábitos saudáveis já é possível reduzir e controlar o nível de colesterol. Porém, alguns pacientes ainda terão que fazer usos de medicamentos e, hoje, se dispõem de muitos remédios altamente eficientes. De qualquer forma, trata-se de um conjunto de ações: hábitos saudáveis de vida e medicamentos. O sucesso de um depende do outro
Por que é tão importante a prática de exercícios físicos nestes pacientes?
A prática de exercícios pode alterar a produção das enzimas que controlam os níveis de gordura no sangue. A LPL, a enzima que destrói os triglicerídeos e aumenta os níveis de colesterol-HDL, foi encontrada em quantidades elevadas entre os praticantes de exercícios aeróbicos. Além disso, a perda de gordura corporal aumentar a ação da LPL. A hepatolipase (HL) é a enzima que remove o bom colesterol, o HDL, e o destrói. Os exercícios de resistência tendem a diminuir a quantidade de HL, ajudando a aumentar o nível de HDL. Porém, por causa da hereditariedade, nem todos conseguem a mesma resposta. A atividade física pode diminuir o colesterol total, diminuir o ruim e aumentar o bom. No mínimo, deve-se fazer uma caminhada acelerada, não vale 'passo de shopping', 3 a 4 vezes por semana com 40 a 60 minutos de duração. Porém, antes de começar qualquer atividade física, a pessoa deve passar pela avaliação do médico para que o mesmo indique o exercício mais adequado a seu biotipo.
Hipertensão arterial: doença comum e mal tratada
Estima-se que 40 milhões de brasileiros sofram de hipertensão. Desta população, metade não sabe que tem a doença, 25% sabem, mas não tratam e apenas 25% tratam adequadamente. O mais importante é que este problema, em geral, não tem sintomas. O primeiro sinal de sua existência pode ser um infarto, ou um acidente vascular cerebral.
A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para doenças decorrentes de aterosclerose e da trombose, que comprometem os sistemas cardíaco, cerebral, renal e vascular periférico. É responsável por cerca de 30% dos infartos e dos acidentes vasculares cerebrais, está na origem de doenças crônico-degenerativas, que comprometem a qualidade de vida das pessoas, e suas complicações são responsáveis por alta frequência de internações.
“O clínico geral tem papel fundamental na prevenção, diagnóstico e tratamento destas doenças. Primeiro porque cerca de 40% dos pacientes que chegam ao consultório do clínico, atualmente, apresentam estas doenças. Depois porque, em geral, é o primeiro e, muitas vezes, o único profissional a ser procurado pelo paciente”, destaca o dr. Abrão José Cury Jr.
O ideal é que a hipertensão seja tratada por uma equipe multiprofissional, porém a maioria dos serviços do país não oferece o atendimento completo. Diante disso, o papel do clínico se torna ainda mais importante e abrangente. Cabe a ele oferecer ao paciente, além do tratamento médico, orientação nutricional e de atividade física, bem como apoio psicológico, já que se sabe que a maioria dos pacientes abandona o tratamento.
O coração bate 60 a 80 vezes por minuto, durante a vida, e impulsiona de 5 a 6 litros de sangue por minuto para todo o corpo. A pressão arterial é a força com a qual o coração bombeia o sangue através dos vasos e é determinada pelo volume de sangue que sai do coração e a resistência que encontra para circular no corpo. Pode ser alterada pela variação do volume ou da espessura do sangue, pelos batimentos cardíacos e pela elasticidade dos vasos.
A hipertensão é caracterizada quando a pressão arterial está acima de 140 x 90 mmHg (milímetros de mercúrio) em adultos com mais de 18 anos, medida em repouso de quinze minutos, confirmada em três vezes consecutivas e em várias visitas médicas. Às vezes, a pressão pode subir como conseqüência de atividade física, estresse, drogas, alimentos, fumo, álcool e café. A pressão é considerada normal quando a pressão sistólica (máxima) não ultrapassa 130 e a diastólica (mínima) é inferior a 85 mmHg.
A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para doenças decorrentes de aterosclerose e da trombose, que comprometem os sistemas cardíaco, cerebral, renal e vascular periférico. É responsável por cerca de 30% dos infartos e dos acidentes vasculares cerebrais, está na origem de doenças crônico-degenerativas, que comprometem a qualidade de vida das pessoas, e suas complicações são responsáveis por alta frequência de internações.
“O clínico geral tem papel fundamental na prevenção, diagnóstico e tratamento destas doenças. Primeiro porque cerca de 40% dos pacientes que chegam ao consultório do clínico, atualmente, apresentam estas doenças. Depois porque, em geral, é o primeiro e, muitas vezes, o único profissional a ser procurado pelo paciente”, destaca o dr. Abrão José Cury Jr.
O ideal é que a hipertensão seja tratada por uma equipe multiprofissional, porém a maioria dos serviços do país não oferece o atendimento completo. Diante disso, o papel do clínico se torna ainda mais importante e abrangente. Cabe a ele oferecer ao paciente, além do tratamento médico, orientação nutricional e de atividade física, bem como apoio psicológico, já que se sabe que a maioria dos pacientes abandona o tratamento.
O coração bate 60 a 80 vezes por minuto, durante a vida, e impulsiona de 5 a 6 litros de sangue por minuto para todo o corpo. A pressão arterial é a força com a qual o coração bombeia o sangue através dos vasos e é determinada pelo volume de sangue que sai do coração e a resistência que encontra para circular no corpo. Pode ser alterada pela variação do volume ou da espessura do sangue, pelos batimentos cardíacos e pela elasticidade dos vasos.
A hipertensão é caracterizada quando a pressão arterial está acima de 140 x 90 mmHg (milímetros de mercúrio) em adultos com mais de 18 anos, medida em repouso de quinze minutos, confirmada em três vezes consecutivas e em várias visitas médicas. Às vezes, a pressão pode subir como conseqüência de atividade física, estresse, drogas, alimentos, fumo, álcool e café. A pressão é considerada normal quando a pressão sistólica (máxima) não ultrapassa 130 e a diastólica (mínima) é inferior a 85 mmHg.
Colesterol: medidas simples para controlar este inimigo da saúde
O Dr. Abrão José Cury Jr. fala sobre este importante fator de risco para desenvolvimento de doenças do coração, a primeira causa de morte no Brasil.
A melhor maneira de controlar o colesterol - Manter hábitos saudáveis: dieta balanceada, rica em frutas, legumes e verduras; praticar atividade física, o que ajuda a aumentar o colesterol bom e a reduzir o ruim; não fumar porque o fumo reduz o colesterol bom; e pessoas com antecedentes familiares, ou seja, cujos parentes têm histórico de colesterol elevado, devem buscar orientação médica e controlar o nível de gordura no sangue o mais cedo possível, o que pode até ser na infância.
Perigo que o colesterol alto apresenta - O colesterol elevado, especialmente a fração ruim, LDL, está relacionado ao surgimento de doenças nas artérias e ao desenvolvimento de aterosclerose que, em geral, leva à obstrução das artérias e consequentemente a outros problemas graves, como Infarto do Miocárdio e Acidente Vascular Cerebral. O importante é lembrar que o entupimento das artérias pode ocorrer em qualquer parte do organismo e, portanto, pode comprometer a irrigação sanguínea de vários órgãos, como os rins.
Idade e colesterol - O aumento do colesterol não está relacionado à idade, mas sim aos hábitos de vida, como má alimentação, sedentarismo e tabagismo, e a aspectos genéticos. Hoje, sabe-se que muitas crianças têm colesterol elevado em função de maus hábitos, como alimentação à base de fast food e salgadinhos, e atividade física substituída por horas na frente do computador, ou da televisão. Quanto mais jovem a pessoa apresenta colesterol elevado, mais jovem desenvolve doenças nas artérias.
Alimentação de quem tem colesterol elevado - A alimentação deve ser rica em carnes brancas, frango e peixes, em especial, os de água fria, como bacalhau, truta e sardinha. Também deve ser rica em frutas, verduras e legumes. As frutas secas, como avelã e nozes, também são uma boa opção, mas é preciso tomar cuidado porque são calóricas. Estudos provam que os flavonóides contidos em vinhos de boa qualidade ajudam a reduzir o colesterol ruim, mas é preciso tomar cuidado com a quantidade consumida. A soja também tem mostrado bons resultados no aumento do bom colesterol e na redução do ruim. Pessoas com colesterol elevado devem evitar gordura saturada, encontrada em carnes vermelhas, nos embutidos, pele de aves, frutos do mar (camarão, lula, ostra, lagosta, polvo e marisco), gema de ovo, frios, leite integral e derivados, biscoitos amanteigados, folhados, sorvetes cremosos e chantilly. Nos casos comprovados de problema metabólico, além destes cuidados, é necessária a administração de medicamentos, que somente o médico pode receitar.
A melhor maneira de controlar o colesterol - Manter hábitos saudáveis: dieta balanceada, rica em frutas, legumes e verduras; praticar atividade física, o que ajuda a aumentar o colesterol bom e a reduzir o ruim; não fumar porque o fumo reduz o colesterol bom; e pessoas com antecedentes familiares, ou seja, cujos parentes têm histórico de colesterol elevado, devem buscar orientação médica e controlar o nível de gordura no sangue o mais cedo possível, o que pode até ser na infância.
Perigo que o colesterol alto apresenta - O colesterol elevado, especialmente a fração ruim, LDL, está relacionado ao surgimento de doenças nas artérias e ao desenvolvimento de aterosclerose que, em geral, leva à obstrução das artérias e consequentemente a outros problemas graves, como Infarto do Miocárdio e Acidente Vascular Cerebral. O importante é lembrar que o entupimento das artérias pode ocorrer em qualquer parte do organismo e, portanto, pode comprometer a irrigação sanguínea de vários órgãos, como os rins.
Idade e colesterol - O aumento do colesterol não está relacionado à idade, mas sim aos hábitos de vida, como má alimentação, sedentarismo e tabagismo, e a aspectos genéticos. Hoje, sabe-se que muitas crianças têm colesterol elevado em função de maus hábitos, como alimentação à base de fast food e salgadinhos, e atividade física substituída por horas na frente do computador, ou da televisão. Quanto mais jovem a pessoa apresenta colesterol elevado, mais jovem desenvolve doenças nas artérias.
Alimentação de quem tem colesterol elevado - A alimentação deve ser rica em carnes brancas, frango e peixes, em especial, os de água fria, como bacalhau, truta e sardinha. Também deve ser rica em frutas, verduras e legumes. As frutas secas, como avelã e nozes, também são uma boa opção, mas é preciso tomar cuidado porque são calóricas. Estudos provam que os flavonóides contidos em vinhos de boa qualidade ajudam a reduzir o colesterol ruim, mas é preciso tomar cuidado com a quantidade consumida. A soja também tem mostrado bons resultados no aumento do bom colesterol e na redução do ruim. Pessoas com colesterol elevado devem evitar gordura saturada, encontrada em carnes vermelhas, nos embutidos, pele de aves, frutos do mar (camarão, lula, ostra, lagosta, polvo e marisco), gema de ovo, frios, leite integral e derivados, biscoitos amanteigados, folhados, sorvetes cremosos e chantilly. Nos casos comprovados de problema metabólico, além destes cuidados, é necessária a administração de medicamentos, que somente o médico pode receitar.
Bate-papo sobre saúde na terceira idade
No dia 18 de novembro de 2009, a Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Clínica Médica promoveu bate-papo sobre saúde na Terceira Idade, confira o resumo das conversas.
Prevenção da Doença de Alzheimer:
Atividade física, alimentação saudável, exercícios mentais e não fumar.
Memória:
Se a pessoa tem queixas relacionadas à memória, pode recorrer um neurologista ou geriatra para avaliar a falha de memória, que pode ser falta de atenção ou alguma doença.
O normal com a idade é ter uma lentificação do raciocínio, mas a capacidade de memória perdura até o fim da vida.
Algumas causas de perda de memória podem ser tratadas e são reversíveis, como alteração de tireóide, depressão e deficiência de vitaminas. Assim como tem causas irreversíveis, como Alzheimer, Doença de Lewi, doença cérebro vascular e outras.
Novidades no tratamento da artrose:
Medicamentos via oral que refazem o colágeno e alguns aparelhos de fisioterapia para fortalecimento muscular.
Prevenção da Doença de Alzheimer:
Atividade física, alimentação saudável, exercícios mentais e não fumar.
Memória:
Se a pessoa tem queixas relacionadas à memória, pode recorrer um neurologista ou geriatra para avaliar a falha de memória, que pode ser falta de atenção ou alguma doença.
O normal com a idade é ter uma lentificação do raciocínio, mas a capacidade de memória perdura até o fim da vida.
Algumas causas de perda de memória podem ser tratadas e são reversíveis, como alteração de tireóide, depressão e deficiência de vitaminas. Assim como tem causas irreversíveis, como Alzheimer, Doença de Lewi, doença cérebro vascular e outras.
Novidades no tratamento da artrose:
Medicamentos via oral que refazem o colágeno e alguns aparelhos de fisioterapia para fortalecimento muscular.
Distúrbios da tireóide são subestimados e podem matar
Os distúrbios da Tireoide - Câncer, Hipotireoidismo e Hipertireoidismo - são pouco valorizados por pacientes e médicos e, muitas vezes, seus sintomas são confundidos com os de outras doenças. Porém, quando não tratados, podem gerar problemas ainda mais graves e levar à morte.
Os sintomas do Hipertireoidismo podem ser alterações emocionais, como agitação, insônia, falta de apetite e emagrecimento. No idoso, pode provocar importante descompensação cardíaca, chegando à Insuficiência - último estágio das doenças do coração. O Hipotireoidismo leva ao enfraquecimento físico e mental, gerando lentidão de comportamento, sonolência e quadro depressivo. A redução do metabolismo pode levar ao coma e à morte.
A glândula Tireoide fica na região do pescoço, é responsável pelo equilíbrio do metabolismo humano e seus distúrbios podem surgir na infância. Em geral, não há como preveni-los e podem ser confundidos com outras doenças. Diante disso, o importante é passar periodicamente pela avaliação do médico.
O diagnóstico é simples. O médico deve pedir exames laboratoriais, apalpar a Tireóide para detectar alterações e confirmar qualquer suspeita com a ultra-sonografia. Nos exames, é necessário dosar o TSH, estimulante da Tireóide fabricado pela Hipófise, glândula que fica no cérebro, e o hormônio T4, produzido pela própria Tireóide.
O tratamento também é simples. No Hipotireoidismo, o paciente toma remédios que compensam a falta de hormônios. No Hipertireoidismo, toma medicamentos que bloqueiam a produção excessiva de hormônios e alguns casos podem ser tratados com cirurgia. No caso de câncer da Tireóide, o diagnóstico precoce permite que o tratamento tenha total sucesso.
Por: Dr. Abrão José Cury Jr., diretor da Regional da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, médico assistente da Universidade Federal de São Paulo e cardiologista do Hospital do Coração.
Os sintomas do Hipertireoidismo podem ser alterações emocionais, como agitação, insônia, falta de apetite e emagrecimento. No idoso, pode provocar importante descompensação cardíaca, chegando à Insuficiência - último estágio das doenças do coração. O Hipotireoidismo leva ao enfraquecimento físico e mental, gerando lentidão de comportamento, sonolência e quadro depressivo. A redução do metabolismo pode levar ao coma e à morte.
A glândula Tireoide fica na região do pescoço, é responsável pelo equilíbrio do metabolismo humano e seus distúrbios podem surgir na infância. Em geral, não há como preveni-los e podem ser confundidos com outras doenças. Diante disso, o importante é passar periodicamente pela avaliação do médico.
O diagnóstico é simples. O médico deve pedir exames laboratoriais, apalpar a Tireóide para detectar alterações e confirmar qualquer suspeita com a ultra-sonografia. Nos exames, é necessário dosar o TSH, estimulante da Tireóide fabricado pela Hipófise, glândula que fica no cérebro, e o hormônio T4, produzido pela própria Tireóide.
O tratamento também é simples. No Hipotireoidismo, o paciente toma remédios que compensam a falta de hormônios. No Hipertireoidismo, toma medicamentos que bloqueiam a produção excessiva de hormônios e alguns casos podem ser tratados com cirurgia. No caso de câncer da Tireóide, o diagnóstico precoce permite que o tratamento tenha total sucesso.
Por: Dr. Abrão José Cury Jr., diretor da Regional da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, médico assistente da Universidade Federal de São Paulo e cardiologista do Hospital do Coração.
Tese relaciona atendimentos de emergência com aumento da poluição
A poluição do ar na cidade de São Paulo está relacionada ao aumento no atendimento de crises hipertensivas em unidades de emergência, ou seja, a maior concentração de poluentes atmosféricos, especialmente liberados pelos automóveis, pode afetar e elevar de forma significativa a pressão arterial das pessoas, principalmente as mais susceptíveis e as com mais de 60 anos de idade.
Esta é a principal conclusão da tese Efeitos da Poluição Atmosférica na Freqüência de Atendimentos por Hipertensão Arterial em Unidade de Emergência na Cidade de São Paulo, desenvolvida pelo Dr. Abrão José Cury Jr., diretor da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, médico assistente da Universidade Federal de São Paulo e cardiologista do Hospital do Coração.
O estudo foi realizado entre fevereiro de 2001 e dezembro de 2003, envolvendo 16.573 pacientes, sendo 11.070 mulheres e 5.503 homens, atendidos no pronto-socorro do Hospital São Paulo da Universidade Federal de São Paulo com crise hipertensiva. Os dados sobre o atendimento foram comparados às informações sobre a poluição ambiental fornecidas pela Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (CETESB).
O clínico geral e cardiologista Abrão José Cury Jr explica que o estudo mostra que o aumento da concentração de Óxido de Nitrogênio, de Monóxido de Carbono e de Dióxido de Enxofre no ar, partículas liberadas principalmente pelos carros, afeta significativamente as pessoas, em especial as que têm alguma doença, e os idosos, podendo levar ao aumento da pressão arterial e à crise hipertensiva, importante fator de complicações médicas.
É importante destacar que a hipertensão arterial, ou pressão alta como é conhecida, é o principal fator de risco para as doenças cardiovasculares, como Infarto do Miocárdio, Acidente Vascular Cerebral e Miocardiopatia Congestiva, está diretamente ligada a hemorragias e embolias cerebrais e compromete vários órgãos em função das lesões que se instalam no sistema arterial.
“Essas doenças somadas são a principal causa de morte no Brasil. Também se deve destacar que, em alguns casos, a hipertensão é subestimada como causa de óbito. O melhor exemplo é considerar a hemorragia cerebral como causa de morte. Em geral, a hipertensão desencadeia a hemorragia”, finaliza o Dr. Abrão José Cury Jr.
Esta é a principal conclusão da tese Efeitos da Poluição Atmosférica na Freqüência de Atendimentos por Hipertensão Arterial em Unidade de Emergência na Cidade de São Paulo, desenvolvida pelo Dr. Abrão José Cury Jr., diretor da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, médico assistente da Universidade Federal de São Paulo e cardiologista do Hospital do Coração.
O estudo foi realizado entre fevereiro de 2001 e dezembro de 2003, envolvendo 16.573 pacientes, sendo 11.070 mulheres e 5.503 homens, atendidos no pronto-socorro do Hospital São Paulo da Universidade Federal de São Paulo com crise hipertensiva. Os dados sobre o atendimento foram comparados às informações sobre a poluição ambiental fornecidas pela Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (CETESB).
O clínico geral e cardiologista Abrão José Cury Jr explica que o estudo mostra que o aumento da concentração de Óxido de Nitrogênio, de Monóxido de Carbono e de Dióxido de Enxofre no ar, partículas liberadas principalmente pelos carros, afeta significativamente as pessoas, em especial as que têm alguma doença, e os idosos, podendo levar ao aumento da pressão arterial e à crise hipertensiva, importante fator de complicações médicas.
É importante destacar que a hipertensão arterial, ou pressão alta como é conhecida, é o principal fator de risco para as doenças cardiovasculares, como Infarto do Miocárdio, Acidente Vascular Cerebral e Miocardiopatia Congestiva, está diretamente ligada a hemorragias e embolias cerebrais e compromete vários órgãos em função das lesões que se instalam no sistema arterial.
“Essas doenças somadas são a principal causa de morte no Brasil. Também se deve destacar que, em alguns casos, a hipertensão é subestimada como causa de óbito. O melhor exemplo é considerar a hemorragia cerebral como causa de morte. Em geral, a hipertensão desencadeia a hemorragia”, finaliza o Dr. Abrão José Cury Jr.
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