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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
SBCM/SP na Radioweb
Confira a entrevista do dr. Abrão José Cury Jr para a agência de notícias Radioweb sobre este blog: http://www.agenciaradioweb.com.br/conteudo/materias/100713132555130710_-_Blog_e_criado_para_resolver_pequenos_problemas_medicos.mp3
segunda-feira, 3 de maio de 2010
A importância do screening de câncer para o cardiologista
“Screening de câncer é rastrear tumores que ainda não tiveram manifestações evidentes, ou que tiveram manifestações subvalorizadas pelo paciente e pelo médico”, explica o dr. Abrão José Cury Jr, médico pela formado pela Escola Paulista de Medicina, com residência em Cardiologia no Instituto Dante Pazzanese e especialização em Cardiologia e Clínica Médica. É membro do American College of Physicians. Acumula as funções de supervisor de Clínica Médica do Hospital do Coração, em São Paulo, diretor médico da Clinicordis São Judas Tadeu, e médico assistente da Universidade Federal de São Paulo na área de Clínica Médica. Também é fundador e presidente da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Clínica Médica e publicou diversos trabalhos científicos como autor e co-autor, além de participar de congressos, como palestrante, moderador e presidente de comissões.
A vida moderna e o aumento da sobrevida das pessoas, impulsionado inclusive pela evolução tecnológica da Medicina, são fatores que contribuem para o crescimento das neoplasias. A Cardiologia é uma das especialidades médicas que mais evoluiu nos últimos tempos, contribuindo de forma importante para o aumento da expectativa e da qualidade de vida das pessoas, e consequentemente para o crescimento das chances de um indivíduo desenvolver câncer ao longo dos anos.
“Além disso, é importante observar que as doenças cardíacas e o câncer têm fatores de risco comuns, em sua maioria ligados aos hábitos de vida, como estresse, depressão e tabagismo”, destaca o médico.
Por exemplo: dietas inadequadas, pobres em fibras, aumentam as chances do aumento do colesterol, fator de risco para doenças cardíacas, e predispõem ao desenvolvimento de tumor intestinal. O estresse, hoje reconhecidamente importante fator de risco para cardiopatias, também é fator de risco para depressão que leva as neoplasias. O hábito de fumar está associado às doenças cardíacas e é a principal causa de vários tipos de câncer, como pulmão e vias urinárias.
A coincidência de vários fatores de risco no desenvolvimento dessas doenças deve ser lembrada no consultório do cardiologista. Na anamnese, especialmente quando o paciente tem vários desses fatores, o cardiologista deve ficar atento à predisposição genética para neoplasias.
O rastreamento da doença pode ser feito pelo cardiologista ou pelo clínico geral, e o tratamento é de responsabilidade dos oncologistas. Mas, na opinião do dr. Abrão Cury, é indispensável o acompanhamento do cardiologista até porque algumas drogas podem ter interação com os medicamentos usados no tratamento das doenças cardiovasculares. Além disso, eventualmente, o resultado da quimioterapia e da radioterapia pode concorrer para o surgimento de complicações cardiovasculares.
Normalmente, os pacientes frequentam mais o consultório do cardiologista do que do oncologista, que em geral está relacionado a uma experiência traumática. Diante disso, hoje, os cardiologistas precisam conhecer bem a Oncologia porque cada vez mais terão em seu consultório pacientes com neoplasias e a tendência é que a família e o paciente, mais do que se consultar, se aconselhem com o cardiologista. “Além de tratar as complicações cardiovasculares, o cardiologista terá que ‘gerenciar’ a situação”, prevê o dr. Abrão Cury.
A vida moderna e o aumento da sobrevida das pessoas, impulsionado inclusive pela evolução tecnológica da Medicina, são fatores que contribuem para o crescimento das neoplasias. A Cardiologia é uma das especialidades médicas que mais evoluiu nos últimos tempos, contribuindo de forma importante para o aumento da expectativa e da qualidade de vida das pessoas, e consequentemente para o crescimento das chances de um indivíduo desenvolver câncer ao longo dos anos.
“Além disso, é importante observar que as doenças cardíacas e o câncer têm fatores de risco comuns, em sua maioria ligados aos hábitos de vida, como estresse, depressão e tabagismo”, destaca o médico.
Por exemplo: dietas inadequadas, pobres em fibras, aumentam as chances do aumento do colesterol, fator de risco para doenças cardíacas, e predispõem ao desenvolvimento de tumor intestinal. O estresse, hoje reconhecidamente importante fator de risco para cardiopatias, também é fator de risco para depressão que leva as neoplasias. O hábito de fumar está associado às doenças cardíacas e é a principal causa de vários tipos de câncer, como pulmão e vias urinárias.
A coincidência de vários fatores de risco no desenvolvimento dessas doenças deve ser lembrada no consultório do cardiologista. Na anamnese, especialmente quando o paciente tem vários desses fatores, o cardiologista deve ficar atento à predisposição genética para neoplasias.
O rastreamento da doença pode ser feito pelo cardiologista ou pelo clínico geral, e o tratamento é de responsabilidade dos oncologistas. Mas, na opinião do dr. Abrão Cury, é indispensável o acompanhamento do cardiologista até porque algumas drogas podem ter interação com os medicamentos usados no tratamento das doenças cardiovasculares. Além disso, eventualmente, o resultado da quimioterapia e da radioterapia pode concorrer para o surgimento de complicações cardiovasculares.
Normalmente, os pacientes frequentam mais o consultório do cardiologista do que do oncologista, que em geral está relacionado a uma experiência traumática. Diante disso, hoje, os cardiologistas precisam conhecer bem a Oncologia porque cada vez mais terão em seu consultório pacientes com neoplasias e a tendência é que a família e o paciente, mais do que se consultar, se aconselhem com o cardiologista. “Além de tratar as complicações cardiovasculares, o cardiologista terá que ‘gerenciar’ a situação”, prevê o dr. Abrão Cury.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Tese relaciona atendimentos de emergência com aumento da poluição
A poluição do ar na cidade de São Paulo está relacionada ao aumento no atendimento de crises hipertensivas em unidades de emergência, ou seja, a maior concentração de poluentes atmosféricos, especialmente liberados pelos automóveis, pode afetar e elevar de forma significativa a pressão arterial das pessoas, principalmente as mais susceptíveis e as com mais de 60 anos de idade.
Esta é a principal conclusão da tese Efeitos da Poluição Atmosférica na Freqüência de Atendimentos por Hipertensão Arterial em Unidade de Emergência na Cidade de São Paulo, desenvolvida pelo Dr. Abrão José Cury Jr., diretor da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, médico assistente da Universidade Federal de São Paulo e cardiologista do Hospital do Coração.
O estudo foi realizado entre fevereiro de 2001 e dezembro de 2003, envolvendo 16.573 pacientes, sendo 11.070 mulheres e 5.503 homens, atendidos no pronto-socorro do Hospital São Paulo da Universidade Federal de São Paulo com crise hipertensiva. Os dados sobre o atendimento foram comparados às informações sobre a poluição ambiental fornecidas pela Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (CETESB).
O clínico geral e cardiologista Abrão José Cury Jr explica que o estudo mostra que o aumento da concentração de Óxido de Nitrogênio, de Monóxido de Carbono e de Dióxido de Enxofre no ar, partículas liberadas principalmente pelos carros, afeta significativamente as pessoas, em especial as que têm alguma doença, e os idosos, podendo levar ao aumento da pressão arterial e à crise hipertensiva, importante fator de complicações médicas.
É importante destacar que a hipertensão arterial, ou pressão alta como é conhecida, é o principal fator de risco para as doenças cardiovasculares, como Infarto do Miocárdio, Acidente Vascular Cerebral e Miocardiopatia Congestiva, está diretamente ligada a hemorragias e embolias cerebrais e compromete vários órgãos em função das lesões que se instalam no sistema arterial.
“Essas doenças somadas são a principal causa de morte no Brasil. Também se deve destacar que, em alguns casos, a hipertensão é subestimada como causa de óbito. O melhor exemplo é considerar a hemorragia cerebral como causa de morte. Em geral, a hipertensão desencadeia a hemorragia”, finaliza o Dr. Abrão José Cury Jr.
Esta é a principal conclusão da tese Efeitos da Poluição Atmosférica na Freqüência de Atendimentos por Hipertensão Arterial em Unidade de Emergência na Cidade de São Paulo, desenvolvida pelo Dr. Abrão José Cury Jr., diretor da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, médico assistente da Universidade Federal de São Paulo e cardiologista do Hospital do Coração.
O estudo foi realizado entre fevereiro de 2001 e dezembro de 2003, envolvendo 16.573 pacientes, sendo 11.070 mulheres e 5.503 homens, atendidos no pronto-socorro do Hospital São Paulo da Universidade Federal de São Paulo com crise hipertensiva. Os dados sobre o atendimento foram comparados às informações sobre a poluição ambiental fornecidas pela Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental (CETESB).
O clínico geral e cardiologista Abrão José Cury Jr explica que o estudo mostra que o aumento da concentração de Óxido de Nitrogênio, de Monóxido de Carbono e de Dióxido de Enxofre no ar, partículas liberadas principalmente pelos carros, afeta significativamente as pessoas, em especial as que têm alguma doença, e os idosos, podendo levar ao aumento da pressão arterial e à crise hipertensiva, importante fator de complicações médicas.
É importante destacar que a hipertensão arterial, ou pressão alta como é conhecida, é o principal fator de risco para as doenças cardiovasculares, como Infarto do Miocárdio, Acidente Vascular Cerebral e Miocardiopatia Congestiva, está diretamente ligada a hemorragias e embolias cerebrais e compromete vários órgãos em função das lesões que se instalam no sistema arterial.
“Essas doenças somadas são a principal causa de morte no Brasil. Também se deve destacar que, em alguns casos, a hipertensão é subestimada como causa de óbito. O melhor exemplo é considerar a hemorragia cerebral como causa de morte. Em geral, a hipertensão desencadeia a hemorragia”, finaliza o Dr. Abrão José Cury Jr.
Pequenos mal-estares, grandes doenças
Alguns brasileiros têm o perigoso costume de diante de uma dor suportável, ou de um mal-estar, concluir que não é nada grave, que é passageiro, e freqüentemente, recorrem à outra solução ainda mais perigosa, a automedicação, que pode até aliviar, ou “mascarar”, temporariamente a situação. As pessoas “empurram com a barriga” pequenos problemas, que podem ser sintoma de doença grave, ou podem evoluir para uma doença grave.
O Dr. Abrão José Cury Jr., diretor da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, médico assistente da Universidade Federal de São Paulo e Cardiologista do Hospital do Coração, recomenda sempre que uma dor, ou um mal-estar, como “queimação” no estômago, dor de cabeça e tontura, apareçam com freqüência, à pessoa deve procurar um médico para fazer o diagnóstico preciso e evitar complicações.
Pequenos problemas que podem se transformar em grandes doenças:
Ronco pode ser sintoma de distúrbio do sono, que provoca cansaço, sonolência, dores musculares, queda de rendimento e acidentes. Quando o distúrbio do sono ronco não é tratado pode evoluir para hipertensão e arritmia cardíaca.
Tontura pode ser provocada por várias situações: medicamentos, labirintite, insuficiência cardíaca, anemia, problemas com a circulação cerebral, disautonomia - descompasso entre capacidade vascular, pressão arterial e freqüência cardíaca -, altas temperaturas, alterações hormonais, falta ou excesso de açúcar no sangue, consumo excessivo de bebida alcoólica e situações emocionais. Às vezes, o pior vem depois: a pessoa tem tontura, perde o equilíbrio, bate a cabeça e tem traumatismo craniano.
Hipertensão, em geral, não tem sintomas e está diretamente ligada ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como infarto e insuficiência cardíaca, hemorragias e embolias cerebrais, além de comprometer outros órgãos, em função das lesões que se instalam no sistema arterial.
“Queimação” no estômago e azia, em geral, são provocadas pelo refluxo do suco gástrico, em geral, causado por uma hérnia de hiato. Além de ser confundido com outros problemas, como infarto, pode predispor ao câncer de esôfago.
Manchas na pele podem ser alergias simples, mas também podem ser sintoma de câncer ou hanseníase, popularmente conhecida como lepra.
Pressão baixa pode ser sintoma de desidratação, infecção, deficiência na produção de cortisol, problema na supra-renal e disautonomia. Também pode ser provocada por infarto do miocárdio, embolia pulmonar, hemorragia, podendo até chegar à morte.
Mudanças de comportamento, como deixar de atender ao telefone, negligenciar sua higiene, se isolar, sintomas físicos e medo de sair de casa podem ser depressão e a ansiedade, apontadas pela OMS - Organização Mundial da Saúde como duas das principais causas de doenças cardiovasculares, hipertensão, infarto, câncer e doenças imunológicas. A maioria destes doentes, 80%, chega ao consultório do clínico geral com queixas físicas, como dor de estômago, problemas de pele e infecções de repetição.
Alterações físicas, como pés e mãos frios, distúrbios de concentração e raciocínio, dificuldades de memória, mudanças de comportamento, reações emocionais alteradas, como comover se facilmente, podem ser desencadeadas pelo estresse. Se não tratado, pode levar à exacerbação desses sintomas e ao aparecimento de doenças cardiovasculares, gastrointestinais, respiratórias, dermatológicas, musculares, emocionais e outras.
Sobrepeso deixa os indivíduos susceptíveis a desenvolver doenças. A obesidade é reconhecida pela OMS - Organização Mundial de Saúde como doença e é fator de risco para doenças cardiovasculares, hipertensão, colesterol elevado e diabetes. É a principal causa de diabetes e triplica as chances de desenvolver a doença. Também é importante fator de risco para hipertensão, para dislipidemia, aumentando colesterol, triglicérides e reduzindo a fração boa do colesterol. Outras doenças também estão associadas à obesidade, como algumas formas de câncer, doenças respiratórias, cálculo biliar e doenças ósteo-articulares. Existe ainda o aspecto psicológico, relacionado a estigmatização do obeso, o que leva a quadros depressivos, diminuição da auto-estima e do relacionamento social.
Dor de cabeça pode ser conseqüência de tensão muscular causada pela disfunção de ATM – Articulação Temporomandibular, como oclusão dentária, mudança na mordida e bruxismo. Também pode ser provocada por problemas de visão porque, quando uma pessoa tem dificuldades para enxergar, força os músculos dos olhos, o que provoca dor de cabeça. A gripe é uma doença sistêmica, que pode provocar infecção na região frontal da cabeça – sinusite - e a dor de cabeça pode fazer parte do quadro. Tumores, privação do sono, problemas emocionais e neurológicos também podem provocar dor de cabeça.
Vale destacar que problemas simples podem se agravar com o uso de medicamentos impróprios. “É importante que as pessoas cuidem melhor da saúde e valorizem o conhecimento médico”, finaliza o Dr. Abrão José Cury Jr.
O Dr. Abrão José Cury Jr., diretor da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, médico assistente da Universidade Federal de São Paulo e Cardiologista do Hospital do Coração, recomenda sempre que uma dor, ou um mal-estar, como “queimação” no estômago, dor de cabeça e tontura, apareçam com freqüência, à pessoa deve procurar um médico para fazer o diagnóstico preciso e evitar complicações.
Pequenos problemas que podem se transformar em grandes doenças:
Ronco pode ser sintoma de distúrbio do sono, que provoca cansaço, sonolência, dores musculares, queda de rendimento e acidentes. Quando o distúrbio do sono ronco não é tratado pode evoluir para hipertensão e arritmia cardíaca.
Tontura pode ser provocada por várias situações: medicamentos, labirintite, insuficiência cardíaca, anemia, problemas com a circulação cerebral, disautonomia - descompasso entre capacidade vascular, pressão arterial e freqüência cardíaca -, altas temperaturas, alterações hormonais, falta ou excesso de açúcar no sangue, consumo excessivo de bebida alcoólica e situações emocionais. Às vezes, o pior vem depois: a pessoa tem tontura, perde o equilíbrio, bate a cabeça e tem traumatismo craniano.
Hipertensão, em geral, não tem sintomas e está diretamente ligada ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como infarto e insuficiência cardíaca, hemorragias e embolias cerebrais, além de comprometer outros órgãos, em função das lesões que se instalam no sistema arterial.
“Queimação” no estômago e azia, em geral, são provocadas pelo refluxo do suco gástrico, em geral, causado por uma hérnia de hiato. Além de ser confundido com outros problemas, como infarto, pode predispor ao câncer de esôfago.
Manchas na pele podem ser alergias simples, mas também podem ser sintoma de câncer ou hanseníase, popularmente conhecida como lepra.
Pressão baixa pode ser sintoma de desidratação, infecção, deficiência na produção de cortisol, problema na supra-renal e disautonomia. Também pode ser provocada por infarto do miocárdio, embolia pulmonar, hemorragia, podendo até chegar à morte.
Mudanças de comportamento, como deixar de atender ao telefone, negligenciar sua higiene, se isolar, sintomas físicos e medo de sair de casa podem ser depressão e a ansiedade, apontadas pela OMS - Organização Mundial da Saúde como duas das principais causas de doenças cardiovasculares, hipertensão, infarto, câncer e doenças imunológicas. A maioria destes doentes, 80%, chega ao consultório do clínico geral com queixas físicas, como dor de estômago, problemas de pele e infecções de repetição.
Alterações físicas, como pés e mãos frios, distúrbios de concentração e raciocínio, dificuldades de memória, mudanças de comportamento, reações emocionais alteradas, como comover se facilmente, podem ser desencadeadas pelo estresse. Se não tratado, pode levar à exacerbação desses sintomas e ao aparecimento de doenças cardiovasculares, gastrointestinais, respiratórias, dermatológicas, musculares, emocionais e outras.
Sobrepeso deixa os indivíduos susceptíveis a desenvolver doenças. A obesidade é reconhecida pela OMS - Organização Mundial de Saúde como doença e é fator de risco para doenças cardiovasculares, hipertensão, colesterol elevado e diabetes. É a principal causa de diabetes e triplica as chances de desenvolver a doença. Também é importante fator de risco para hipertensão, para dislipidemia, aumentando colesterol, triglicérides e reduzindo a fração boa do colesterol. Outras doenças também estão associadas à obesidade, como algumas formas de câncer, doenças respiratórias, cálculo biliar e doenças ósteo-articulares. Existe ainda o aspecto psicológico, relacionado a estigmatização do obeso, o que leva a quadros depressivos, diminuição da auto-estima e do relacionamento social.
Dor de cabeça pode ser conseqüência de tensão muscular causada pela disfunção de ATM – Articulação Temporomandibular, como oclusão dentária, mudança na mordida e bruxismo. Também pode ser provocada por problemas de visão porque, quando uma pessoa tem dificuldades para enxergar, força os músculos dos olhos, o que provoca dor de cabeça. A gripe é uma doença sistêmica, que pode provocar infecção na região frontal da cabeça – sinusite - e a dor de cabeça pode fazer parte do quadro. Tumores, privação do sono, problemas emocionais e neurológicos também podem provocar dor de cabeça.
Vale destacar que problemas simples podem se agravar com o uso de medicamentos impróprios. “É importante que as pessoas cuidem melhor da saúde e valorizem o conhecimento médico”, finaliza o Dr. Abrão José Cury Jr.
A escolha do médico e a primeira consulta
A má conduta de alguns profissionais tem levado as pessoas a se perguntarem como escolher um médico. Não há fórmula milagrosa, mas o dr. Abrão José Cury Jr, presidente da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, professor assistente da Universidade Federal de São Paulo e Cardiologista do Hospital do Coração, dá orientações básicas:
1. O primeiro médico deve ser o pediatra. A partir da 1a menstruação, as meninas devem consultar o ginecologista, e os meninos, por volta dos 15 anos, o clínico geral em caso de doença e, quando necessário, para avaliação médica visando a prática de exercício físico.
2. Se não tiver pediatra, o primeiro médico deve ser um clínico geral, capacitado a pedir exames, a tratar muitas doenças e a encaminhar para o especialista. Às vezes, uma dor nas costas pode ser tratada por um ortopedista, mas pode ser reflexo de cólica de rim e, neste caso, deve ser tratada por outro especialista. Além disso, passar por vários médicos, até chegar ao especialista certo, provoca desgaste emocional e perda de tempo em iniciar o tratamento.
3.A recomendação de amigos ou parentes deve ser considerada, assim como o vínculo do médico com serviços de saúde e sociedades médicas, o que mostra, neste caso, sua preocupação em manter-se atualizado profissionalmente.
4.Se o médico, a clínica, ou hospital estão sendo procurados para cirurgia ou outro procedimento invasivo, é importante certificar-se de que há estrutura de atendimento a emergência, como suporte de oxigênio, e equipe de apoio, por exemplo, anestesista.
5.Também é importante que a pessoa saiba quem procurar na ausência de seu médico, especialmente pacientes com doenças crônicas ou em tratamento, e para onde pode ser levado em caso de emergência.
6.Infelizmente, muitas pessoas recorrem a emergência para resolver seus problemas de saúde. Isso é um erro. Em geral, no pronto socorro, trata-se os sintomas da doença e não a causa. É importante que o paciente procure a emergência só em casos de grande desconforto físico e que, mesmo nestas situações, procure um médico e dê continuidade ao tratamento no consultório ou no ambulatório.
Consulta médica: conte tudo ao médico, até hábitos ilícitos
A primeira consulta é importante para chegar rapidamente a um diagnóstico e iniciar o tratamento. Diante disso, o dr. Abrão José Cury Jr. destaca o que deve ser contado para o médico, mesmo que ele não pergunte:
1.O paciente não deve se censurar, deve contar tudo o que está sentindo e fatos que alteraram sua vida, mesmo que não pareçam estar relacionados à doença, como perda de emprego, morte na família e outros.
2.É importante lembrar que o médico não é um censor e nem um policial. Além disso, o que é dito no consultório é sigiloso. Portanto, o paciente não deve omitir hábitos, mesmo que ilícitos, como o uso de drogas.
3.Está confirmado que muitas doenças são genéticas. Diante disso, o paciente deve relatar antecedentes familiares, não apenas relacionados com pai e mãe.
4.Também é importante contar problemas de saúde anteriores e outras doenças, como pressão alta, hábitos intestinais, infarto, depressão e outros.
5.Todo paciente tem o direito de saber quais exames deve fazer e porque.
6.Também deve saber qual foi o diagnóstico e como será o tratamento.
7.Deve conhecer ainda os riscos e as opções de tratamento, bem como as facilidades e limitações do serviço de saúde no qual está sendo tratado.
8.Tem direito a uma segunda opinião. Até para sua tranqüilidade, o próprio médico deve indicar outro profissional para confirmar a opinião.
9.Pessoas nervosas devem ser acompanhadas nas consultas, para evitar que esqueçam de contar algo e para lembrá-las das orientações médicas.
“O ideal é que o paciente consulte freqüentemente com o mesmo médico, transformando-o em “seu” médico, se possível, da família”, alerta o dr. Abrão. Desta forma, o profissional conhece melhor o paciente, pode atuar na prevenção, ou no adiamento do surgimento de doenças hereditárias, como diabetes e hipertensão, agiliza o atendimento e, o mais importante, fortalece a relação de confiança entre médico e paciente.
1. O primeiro médico deve ser o pediatra. A partir da 1a menstruação, as meninas devem consultar o ginecologista, e os meninos, por volta dos 15 anos, o clínico geral em caso de doença e, quando necessário, para avaliação médica visando a prática de exercício físico.
2. Se não tiver pediatra, o primeiro médico deve ser um clínico geral, capacitado a pedir exames, a tratar muitas doenças e a encaminhar para o especialista. Às vezes, uma dor nas costas pode ser tratada por um ortopedista, mas pode ser reflexo de cólica de rim e, neste caso, deve ser tratada por outro especialista. Além disso, passar por vários médicos, até chegar ao especialista certo, provoca desgaste emocional e perda de tempo em iniciar o tratamento.
3.A recomendação de amigos ou parentes deve ser considerada, assim como o vínculo do médico com serviços de saúde e sociedades médicas, o que mostra, neste caso, sua preocupação em manter-se atualizado profissionalmente.
4.Se o médico, a clínica, ou hospital estão sendo procurados para cirurgia ou outro procedimento invasivo, é importante certificar-se de que há estrutura de atendimento a emergência, como suporte de oxigênio, e equipe de apoio, por exemplo, anestesista.
5.Também é importante que a pessoa saiba quem procurar na ausência de seu médico, especialmente pacientes com doenças crônicas ou em tratamento, e para onde pode ser levado em caso de emergência.
6.Infelizmente, muitas pessoas recorrem a emergência para resolver seus problemas de saúde. Isso é um erro. Em geral, no pronto socorro, trata-se os sintomas da doença e não a causa. É importante que o paciente procure a emergência só em casos de grande desconforto físico e que, mesmo nestas situações, procure um médico e dê continuidade ao tratamento no consultório ou no ambulatório.
Consulta médica: conte tudo ao médico, até hábitos ilícitos
A primeira consulta é importante para chegar rapidamente a um diagnóstico e iniciar o tratamento. Diante disso, o dr. Abrão José Cury Jr. destaca o que deve ser contado para o médico, mesmo que ele não pergunte:
1.O paciente não deve se censurar, deve contar tudo o que está sentindo e fatos que alteraram sua vida, mesmo que não pareçam estar relacionados à doença, como perda de emprego, morte na família e outros.
2.É importante lembrar que o médico não é um censor e nem um policial. Além disso, o que é dito no consultório é sigiloso. Portanto, o paciente não deve omitir hábitos, mesmo que ilícitos, como o uso de drogas.
3.Está confirmado que muitas doenças são genéticas. Diante disso, o paciente deve relatar antecedentes familiares, não apenas relacionados com pai e mãe.
4.Também é importante contar problemas de saúde anteriores e outras doenças, como pressão alta, hábitos intestinais, infarto, depressão e outros.
5.Todo paciente tem o direito de saber quais exames deve fazer e porque.
6.Também deve saber qual foi o diagnóstico e como será o tratamento.
7.Deve conhecer ainda os riscos e as opções de tratamento, bem como as facilidades e limitações do serviço de saúde no qual está sendo tratado.
8.Tem direito a uma segunda opinião. Até para sua tranqüilidade, o próprio médico deve indicar outro profissional para confirmar a opinião.
9.Pessoas nervosas devem ser acompanhadas nas consultas, para evitar que esqueçam de contar algo e para lembrá-las das orientações médicas.
“O ideal é que o paciente consulte freqüentemente com o mesmo médico, transformando-o em “seu” médico, se possível, da família”, alerta o dr. Abrão. Desta forma, o profissional conhece melhor o paciente, pode atuar na prevenção, ou no adiamento do surgimento de doenças hereditárias, como diabetes e hipertensão, agiliza o atendimento e, o mais importante, fortalece a relação de confiança entre médico e paciente.
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