Apesar de ser comum, especialmente, no calor, as pessoas atribuírem algum mal-estar à pressão baixa e comer sal para normalizar a pressão, em geral, o diagnóstico está errado e comer sal não resolve nada, ou pior, pode ser perigoso. Além disso, se a pessoa freqüentemente sente mal-estar, deve recorrer a um médico isso é sintoma de várias doenças graves.
A pressão arterial normal é 12x8, como se fala popularmente. Para ser considerada baixa, deve ficar próxima a 9x6 e a pessoa deve apresentar alguns sintomas, como tontura, mal-estar, palidez, sensação de cansaço, podendo até desmaiar. “A redução do fluxo sangüíneo nas artérias leva à deficiência de sangue no cérebro e à queda da pressão”, explica o Dr. Abrão José Cury Jr., diretor da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, médico assistente da Universidade Federal de São Paulo e cardiologista do Hospital do Coração.
Porém, não existe uma doença definida como pressão baixa, mas se a pessoa tem queda de pressão com freqüência deve investigar porque pode ser sintoma de outras doenças, como deficiência na produção de cortisol, problema na supra-renal e disautonomia vagal (elevação ou redução da frequência cardíaca com redução da pressão arterial).
Pessoas com insuficiência cardíaca em estágio avançado têm dificuldades para manter a pressão arterial estável. Infecções também podem ser responsáveis por queda de pressão. Remédios para emagrecer, compostos por diuréticos e laxantes, podem provocar perda de líquido, o que leva à queda da pressão. A causa mais simples da queda de pressão é a desidratação, provocada pela perda de água e de eletrólitos através do suor, somada a vasodilatação, causada pelo calor.
Pessoas com mais de 60 anos com freqüência têm problemas circulatórios, cujos sintomas podem ser confundidos com queda de pressão. Alguns remédios para hipertensão provocam mal-estar, também confundido com pressão baixa, principalmente, quando se levanta rapidamente.
A pressão baixa pode ser perigosa quando provocada por problemas graves, como infarto do miocárdio, embolia pulmonar, desidratação, hemorragia, podendo até chegar à morte. De qualquer forma, deve-se procurar o médico para descartar doenças graves e para saber quais medidas adotar para evitar o mal-estar.
O Dr. Abrão orienta: “Quando houver queda de pressão, a pessoa deve ficar deitada com a barriga para cima. Se estiver vomitando, deve ficar de lado. Se não estiver vomitando, deve ingerir líquidos, como água, isotônicos e soro caseiro, e se alimentar bem. Comer sal não é bom, apesar de ser um hábito muito difundido, pode não adiantar nada e, dependendo do problema de saúde da pessoa, pode até ser perigoso”.
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Pequenos mal-estares, grandes doenças
Alguns brasileiros têm o perigoso costume de diante de uma dor suportável, ou de um mal-estar, concluir que não é nada grave, que é passageiro, e freqüentemente, recorrem à outra solução ainda mais perigosa, a automedicação, que pode até aliviar, ou “mascarar”, temporariamente a situação. As pessoas “empurram com a barriga” pequenos problemas, que podem ser sintoma de doença grave, ou podem evoluir para uma doença grave.
O Dr. Abrão José Cury Jr., diretor da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, médico assistente da Universidade Federal de São Paulo e Cardiologista do Hospital do Coração, recomenda sempre que uma dor, ou um mal-estar, como “queimação” no estômago, dor de cabeça e tontura, apareçam com freqüência, à pessoa deve procurar um médico para fazer o diagnóstico preciso e evitar complicações.
Pequenos problemas que podem se transformar em grandes doenças:
Ronco pode ser sintoma de distúrbio do sono, que provoca cansaço, sonolência, dores musculares, queda de rendimento e acidentes. Quando o distúrbio do sono ronco não é tratado pode evoluir para hipertensão e arritmia cardíaca.
Tontura pode ser provocada por várias situações: medicamentos, labirintite, insuficiência cardíaca, anemia, problemas com a circulação cerebral, disautonomia - descompasso entre capacidade vascular, pressão arterial e freqüência cardíaca -, altas temperaturas, alterações hormonais, falta ou excesso de açúcar no sangue, consumo excessivo de bebida alcoólica e situações emocionais. Às vezes, o pior vem depois: a pessoa tem tontura, perde o equilíbrio, bate a cabeça e tem traumatismo craniano.
Hipertensão, em geral, não tem sintomas e está diretamente ligada ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como infarto e insuficiência cardíaca, hemorragias e embolias cerebrais, além de comprometer outros órgãos, em função das lesões que se instalam no sistema arterial.
“Queimação” no estômago e azia, em geral, são provocadas pelo refluxo do suco gástrico, em geral, causado por uma hérnia de hiato. Além de ser confundido com outros problemas, como infarto, pode predispor ao câncer de esôfago.
Manchas na pele podem ser alergias simples, mas também podem ser sintoma de câncer ou hanseníase, popularmente conhecida como lepra.
Pressão baixa pode ser sintoma de desidratação, infecção, deficiência na produção de cortisol, problema na supra-renal e disautonomia. Também pode ser provocada por infarto do miocárdio, embolia pulmonar, hemorragia, podendo até chegar à morte.
Mudanças de comportamento, como deixar de atender ao telefone, negligenciar sua higiene, se isolar, sintomas físicos e medo de sair de casa podem ser depressão e a ansiedade, apontadas pela OMS - Organização Mundial da Saúde como duas das principais causas de doenças cardiovasculares, hipertensão, infarto, câncer e doenças imunológicas. A maioria destes doentes, 80%, chega ao consultório do clínico geral com queixas físicas, como dor de estômago, problemas de pele e infecções de repetição.
Alterações físicas, como pés e mãos frios, distúrbios de concentração e raciocínio, dificuldades de memória, mudanças de comportamento, reações emocionais alteradas, como comover se facilmente, podem ser desencadeadas pelo estresse. Se não tratado, pode levar à exacerbação desses sintomas e ao aparecimento de doenças cardiovasculares, gastrointestinais, respiratórias, dermatológicas, musculares, emocionais e outras.
Sobrepeso deixa os indivíduos susceptíveis a desenvolver doenças. A obesidade é reconhecida pela OMS - Organização Mundial de Saúde como doença e é fator de risco para doenças cardiovasculares, hipertensão, colesterol elevado e diabetes. É a principal causa de diabetes e triplica as chances de desenvolver a doença. Também é importante fator de risco para hipertensão, para dislipidemia, aumentando colesterol, triglicérides e reduzindo a fração boa do colesterol. Outras doenças também estão associadas à obesidade, como algumas formas de câncer, doenças respiratórias, cálculo biliar e doenças ósteo-articulares. Existe ainda o aspecto psicológico, relacionado a estigmatização do obeso, o que leva a quadros depressivos, diminuição da auto-estima e do relacionamento social.
Dor de cabeça pode ser conseqüência de tensão muscular causada pela disfunção de ATM – Articulação Temporomandibular, como oclusão dentária, mudança na mordida e bruxismo. Também pode ser provocada por problemas de visão porque, quando uma pessoa tem dificuldades para enxergar, força os músculos dos olhos, o que provoca dor de cabeça. A gripe é uma doença sistêmica, que pode provocar infecção na região frontal da cabeça – sinusite - e a dor de cabeça pode fazer parte do quadro. Tumores, privação do sono, problemas emocionais e neurológicos também podem provocar dor de cabeça.
Vale destacar que problemas simples podem se agravar com o uso de medicamentos impróprios. “É importante que as pessoas cuidem melhor da saúde e valorizem o conhecimento médico”, finaliza o Dr. Abrão José Cury Jr.
O Dr. Abrão José Cury Jr., diretor da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, médico assistente da Universidade Federal de São Paulo e Cardiologista do Hospital do Coração, recomenda sempre que uma dor, ou um mal-estar, como “queimação” no estômago, dor de cabeça e tontura, apareçam com freqüência, à pessoa deve procurar um médico para fazer o diagnóstico preciso e evitar complicações.
Pequenos problemas que podem se transformar em grandes doenças:
Ronco pode ser sintoma de distúrbio do sono, que provoca cansaço, sonolência, dores musculares, queda de rendimento e acidentes. Quando o distúrbio do sono ronco não é tratado pode evoluir para hipertensão e arritmia cardíaca.
Tontura pode ser provocada por várias situações: medicamentos, labirintite, insuficiência cardíaca, anemia, problemas com a circulação cerebral, disautonomia - descompasso entre capacidade vascular, pressão arterial e freqüência cardíaca -, altas temperaturas, alterações hormonais, falta ou excesso de açúcar no sangue, consumo excessivo de bebida alcoólica e situações emocionais. Às vezes, o pior vem depois: a pessoa tem tontura, perde o equilíbrio, bate a cabeça e tem traumatismo craniano.
Hipertensão, em geral, não tem sintomas e está diretamente ligada ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como infarto e insuficiência cardíaca, hemorragias e embolias cerebrais, além de comprometer outros órgãos, em função das lesões que se instalam no sistema arterial.
“Queimação” no estômago e azia, em geral, são provocadas pelo refluxo do suco gástrico, em geral, causado por uma hérnia de hiato. Além de ser confundido com outros problemas, como infarto, pode predispor ao câncer de esôfago.
Manchas na pele podem ser alergias simples, mas também podem ser sintoma de câncer ou hanseníase, popularmente conhecida como lepra.
Pressão baixa pode ser sintoma de desidratação, infecção, deficiência na produção de cortisol, problema na supra-renal e disautonomia. Também pode ser provocada por infarto do miocárdio, embolia pulmonar, hemorragia, podendo até chegar à morte.
Mudanças de comportamento, como deixar de atender ao telefone, negligenciar sua higiene, se isolar, sintomas físicos e medo de sair de casa podem ser depressão e a ansiedade, apontadas pela OMS - Organização Mundial da Saúde como duas das principais causas de doenças cardiovasculares, hipertensão, infarto, câncer e doenças imunológicas. A maioria destes doentes, 80%, chega ao consultório do clínico geral com queixas físicas, como dor de estômago, problemas de pele e infecções de repetição.
Alterações físicas, como pés e mãos frios, distúrbios de concentração e raciocínio, dificuldades de memória, mudanças de comportamento, reações emocionais alteradas, como comover se facilmente, podem ser desencadeadas pelo estresse. Se não tratado, pode levar à exacerbação desses sintomas e ao aparecimento de doenças cardiovasculares, gastrointestinais, respiratórias, dermatológicas, musculares, emocionais e outras.
Sobrepeso deixa os indivíduos susceptíveis a desenvolver doenças. A obesidade é reconhecida pela OMS - Organização Mundial de Saúde como doença e é fator de risco para doenças cardiovasculares, hipertensão, colesterol elevado e diabetes. É a principal causa de diabetes e triplica as chances de desenvolver a doença. Também é importante fator de risco para hipertensão, para dislipidemia, aumentando colesterol, triglicérides e reduzindo a fração boa do colesterol. Outras doenças também estão associadas à obesidade, como algumas formas de câncer, doenças respiratórias, cálculo biliar e doenças ósteo-articulares. Existe ainda o aspecto psicológico, relacionado a estigmatização do obeso, o que leva a quadros depressivos, diminuição da auto-estima e do relacionamento social.
Dor de cabeça pode ser conseqüência de tensão muscular causada pela disfunção de ATM – Articulação Temporomandibular, como oclusão dentária, mudança na mordida e bruxismo. Também pode ser provocada por problemas de visão porque, quando uma pessoa tem dificuldades para enxergar, força os músculos dos olhos, o que provoca dor de cabeça. A gripe é uma doença sistêmica, que pode provocar infecção na região frontal da cabeça – sinusite - e a dor de cabeça pode fazer parte do quadro. Tumores, privação do sono, problemas emocionais e neurológicos também podem provocar dor de cabeça.
Vale destacar que problemas simples podem se agravar com o uso de medicamentos impróprios. “É importante que as pessoas cuidem melhor da saúde e valorizem o conhecimento médico”, finaliza o Dr. Abrão José Cury Jr.
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