Poluição do ar aumenta o risco de infarto
Viver era local com altos índices de poluição aumenta o risco de infarto e outras doenças cardiovasculares.
Os dados são de uma pesquisa americana que relacionou a ocorrência de infartos em Nova York aos índices de poluição por material particulado - micropartículas de fumaça ou outras substâncias sólidas suspensas no ar.
O aumento da concentração das partículas foi ligado diretamente a um crescimento nos registros de infartos.
"Podemos comparar a poluição com o tabagismo, que é um fator de risco comprovado. Já existem estudos que fazem essa associação", diz Miguel Moretti, diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia. (No domingo, dia 26, é comemorado o Dia Mundial do Coração).
A inalação de micropartículas ou de gases como dióxido de carbono e monóxido de enxofre causa um processo inflamatório e inchaço nos vasos sanguíneos.
"As artérias do coração são as que mais sofrem com o estreitamento, porque elas já são mais finas", diz Moretti.
Segundo Abrão José Cury Junior, cardiologista do Hcor e autor de um estudo que relaciona poluição e hipertensão, o aumento do risco de infarto está associado à aterosclerose - formação de placas nos vasos que dificultam a passagem do sangue.
"Constatamos que nos períodos de maior poluição o numero de pacientes com sintomas ou complicações causadas pela hipertensão aumentou ate cinco vezes."
Mesmo quem não tem histórico de doença cardíaca pode sofrer alterações. O risco e maior para quem faz exercícios em locais com muita circulação de veículos ou fica muito tempo no transito.
"Os principais poluentes são dos automóveis. Fazer atividade física perto de uma avenida em horário de rush e muito perigoso, principalmente se a pessoa tiver água fator de risco", diz Maria Lucia Bueno Garcia, pesquisadora do laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da USP.
Fonte: Folha de São Paulo, Caderno Cotidiano, Juliana Vines, 22 de setembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
SBCM/SP na Radioweb
Confira a entrevista do dr. Abrão José Cury Jr para a agência de notícias Radioweb sobre este blog: http://www.agenciaradioweb.com.br/conteudo/materias/100713132555130710_-_Blog_e_criado_para_resolver_pequenos_problemas_medicos.mp3
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Dr Abrão Cury na Globo
Dr. Abrão Cury Jr falou à Globo sobre a sobrevivência dos mineiros chilenos presos em mina. Confira: http://g1.globo.com/videos/bom-dia-brasil/v/especialistas-falam-sobre-os-limites-do-corpo-humano/1323918/#/Edições/20100824/page/2
domingo, 15 de agosto de 2010
Automedicação na Rádio Gazeta
Confira a entrevista do dr. Abrão José Cury Jr sobre os perigos da automedição. Ouça aqui: http://www.casperlibero.edu.br/noticias/index.php/,n=3574.html
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Frio e cuidados com a saúde
O dr. Abrão José Cury Jr, presidente da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, dá dicas de como enfrentar o frio e manter a saúde em dia.
• A tendência, nos dias frios, é ficar em locais com pouca ventilação e com muitas pessoas, o que aumenta a concentração de vírus e facilita a transmissão de doenças, especialmente a gripe. Além disso, o ambiente fechado pode piorar os casos de rinite e sinusite. A recomendação é abrir as janelas para arejar o ambiente e, se possível, evitar locais fechados e com aglomeração.
• No frio pode ocorrer aumento da poluição do ar e a soma de frio e poluição pode levar a alterações no sistema cardiovascular, incluindo elevação da pressão arterial. Pessoas hipertensas devem periodicamente visitar o médico.
• As pessoas também tendem, no frio, a comer mais e beber mais, principalmente bebidas alcoólicas, argumentando inclusive que isso ajuda a ‘esquentar’. O aumento no consumo de álcool pode levar a arritmias e à pressão alta, entre outras coisas. É preciso tomar cuidado e evitar os exageros.
• Outra recomendação é umidificar o ar, o que pode ser feito com aparelhos apropriados ou simplesmente colocando uma bacia com água no cômodo.
• O ar condicionado pode ser um local adequado para a proliferação de ácaros e bactérias, que causam reação alérgica. É importante manter a boa manutenção do aparelho.
• Crianças e idosos devem tomar a vacina para a gripe comum porque esta doença pode ter consequências graves para a saúde dessa população.
• Muitas pessoas sentem menos sede no frio, mas a hidratação, em qualquer temperatura, é uma importante aliada da boa saúde. Portanto, no frio, beba água.
• A tendência, nos dias frios, é ficar em locais com pouca ventilação e com muitas pessoas, o que aumenta a concentração de vírus e facilita a transmissão de doenças, especialmente a gripe. Além disso, o ambiente fechado pode piorar os casos de rinite e sinusite. A recomendação é abrir as janelas para arejar o ambiente e, se possível, evitar locais fechados e com aglomeração.
• No frio pode ocorrer aumento da poluição do ar e a soma de frio e poluição pode levar a alterações no sistema cardiovascular, incluindo elevação da pressão arterial. Pessoas hipertensas devem periodicamente visitar o médico.
• As pessoas também tendem, no frio, a comer mais e beber mais, principalmente bebidas alcoólicas, argumentando inclusive que isso ajuda a ‘esquentar’. O aumento no consumo de álcool pode levar a arritmias e à pressão alta, entre outras coisas. É preciso tomar cuidado e evitar os exageros.
• Outra recomendação é umidificar o ar, o que pode ser feito com aparelhos apropriados ou simplesmente colocando uma bacia com água no cômodo.
• O ar condicionado pode ser um local adequado para a proliferação de ácaros e bactérias, que causam reação alérgica. É importante manter a boa manutenção do aparelho.
• Crianças e idosos devem tomar a vacina para a gripe comum porque esta doença pode ter consequências graves para a saúde dessa população.
• Muitas pessoas sentem menos sede no frio, mas a hidratação, em qualquer temperatura, é uma importante aliada da boa saúde. Portanto, no frio, beba água.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
A importância do screening de câncer para o cardiologista
“Screening de câncer é rastrear tumores que ainda não tiveram manifestações evidentes, ou que tiveram manifestações subvalorizadas pelo paciente e pelo médico”, explica o dr. Abrão José Cury Jr, médico pela formado pela Escola Paulista de Medicina, com residência em Cardiologia no Instituto Dante Pazzanese e especialização em Cardiologia e Clínica Médica. É membro do American College of Physicians. Acumula as funções de supervisor de Clínica Médica do Hospital do Coração, em São Paulo, diretor médico da Clinicordis São Judas Tadeu, e médico assistente da Universidade Federal de São Paulo na área de Clínica Médica. Também é fundador e presidente da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Clínica Médica e publicou diversos trabalhos científicos como autor e co-autor, além de participar de congressos, como palestrante, moderador e presidente de comissões.
A vida moderna e o aumento da sobrevida das pessoas, impulsionado inclusive pela evolução tecnológica da Medicina, são fatores que contribuem para o crescimento das neoplasias. A Cardiologia é uma das especialidades médicas que mais evoluiu nos últimos tempos, contribuindo de forma importante para o aumento da expectativa e da qualidade de vida das pessoas, e consequentemente para o crescimento das chances de um indivíduo desenvolver câncer ao longo dos anos.
“Além disso, é importante observar que as doenças cardíacas e o câncer têm fatores de risco comuns, em sua maioria ligados aos hábitos de vida, como estresse, depressão e tabagismo”, destaca o médico.
Por exemplo: dietas inadequadas, pobres em fibras, aumentam as chances do aumento do colesterol, fator de risco para doenças cardíacas, e predispõem ao desenvolvimento de tumor intestinal. O estresse, hoje reconhecidamente importante fator de risco para cardiopatias, também é fator de risco para depressão que leva as neoplasias. O hábito de fumar está associado às doenças cardíacas e é a principal causa de vários tipos de câncer, como pulmão e vias urinárias.
A coincidência de vários fatores de risco no desenvolvimento dessas doenças deve ser lembrada no consultório do cardiologista. Na anamnese, especialmente quando o paciente tem vários desses fatores, o cardiologista deve ficar atento à predisposição genética para neoplasias.
O rastreamento da doença pode ser feito pelo cardiologista ou pelo clínico geral, e o tratamento é de responsabilidade dos oncologistas. Mas, na opinião do dr. Abrão Cury, é indispensável o acompanhamento do cardiologista até porque algumas drogas podem ter interação com os medicamentos usados no tratamento das doenças cardiovasculares. Além disso, eventualmente, o resultado da quimioterapia e da radioterapia pode concorrer para o surgimento de complicações cardiovasculares.
Normalmente, os pacientes frequentam mais o consultório do cardiologista do que do oncologista, que em geral está relacionado a uma experiência traumática. Diante disso, hoje, os cardiologistas precisam conhecer bem a Oncologia porque cada vez mais terão em seu consultório pacientes com neoplasias e a tendência é que a família e o paciente, mais do que se consultar, se aconselhem com o cardiologista. “Além de tratar as complicações cardiovasculares, o cardiologista terá que ‘gerenciar’ a situação”, prevê o dr. Abrão Cury.
A vida moderna e o aumento da sobrevida das pessoas, impulsionado inclusive pela evolução tecnológica da Medicina, são fatores que contribuem para o crescimento das neoplasias. A Cardiologia é uma das especialidades médicas que mais evoluiu nos últimos tempos, contribuindo de forma importante para o aumento da expectativa e da qualidade de vida das pessoas, e consequentemente para o crescimento das chances de um indivíduo desenvolver câncer ao longo dos anos.
“Além disso, é importante observar que as doenças cardíacas e o câncer têm fatores de risco comuns, em sua maioria ligados aos hábitos de vida, como estresse, depressão e tabagismo”, destaca o médico.
Por exemplo: dietas inadequadas, pobres em fibras, aumentam as chances do aumento do colesterol, fator de risco para doenças cardíacas, e predispõem ao desenvolvimento de tumor intestinal. O estresse, hoje reconhecidamente importante fator de risco para cardiopatias, também é fator de risco para depressão que leva as neoplasias. O hábito de fumar está associado às doenças cardíacas e é a principal causa de vários tipos de câncer, como pulmão e vias urinárias.
A coincidência de vários fatores de risco no desenvolvimento dessas doenças deve ser lembrada no consultório do cardiologista. Na anamnese, especialmente quando o paciente tem vários desses fatores, o cardiologista deve ficar atento à predisposição genética para neoplasias.
O rastreamento da doença pode ser feito pelo cardiologista ou pelo clínico geral, e o tratamento é de responsabilidade dos oncologistas. Mas, na opinião do dr. Abrão Cury, é indispensável o acompanhamento do cardiologista até porque algumas drogas podem ter interação com os medicamentos usados no tratamento das doenças cardiovasculares. Além disso, eventualmente, o resultado da quimioterapia e da radioterapia pode concorrer para o surgimento de complicações cardiovasculares.
Normalmente, os pacientes frequentam mais o consultório do cardiologista do que do oncologista, que em geral está relacionado a uma experiência traumática. Diante disso, hoje, os cardiologistas precisam conhecer bem a Oncologia porque cada vez mais terão em seu consultório pacientes com neoplasias e a tendência é que a família e o paciente, mais do que se consultar, se aconselhem com o cardiologista. “Além de tratar as complicações cardiovasculares, o cardiologista terá que ‘gerenciar’ a situação”, prevê o dr. Abrão Cury.
Assinar:
Postagens (Atom)